Revisão prática de lógica proposicional e de predicados, técnicas de demonstração, recorrência, grafos e matrizes booleanas, com exemplos resolvidos.
Lógica proposicional: trabalha com sentenças simples (verdadeiro/falso). Conectivos (⊤, ∧, ∨, →, ¬) formam proposições compostas. Ex.: Se João estuda (A) e tira boas notas (B), então A ∧ B é verdadeiro se ambas são verdadeiras.
Lógica de predicados envolve quantificadores sobre domínios (∀, ∃). Ex.: Todo carro esportivo tem motor potente: ∀x (A(x) → C(x)). Existem carros de luxo com motor potente: ∃x (D(x) ∧ C(x)).
Proposição: “Ou as pessoas participam da votação ou a situação da cidade não vai melhorar. As pessoas não participam da votação ou as melhorias no cotidiano da cidade serão implementadas. Logo, se a situação na cidade melhorar, melhorias no cotidiano da cidade serão implementadas.”
Forma lógica: (A∨B’) ∧ (A’∨C) → (B→C), com hipóteses (A∨B’), (A’∨C) e tese (B→C).
Sobre predicados: parâmetros como x em A(x), C(x), etc., exibem regras de especialização ao remover e recombinar quantificadores.
Direta: assume P ⊢ Q para obter P → Q.
Contraposição: de P → Q deduz Q’ → P’ (equivalência P → Q ↔ Q’ → P’). Útil quando provar partir da negação de Q facilita a demonstração.
Absurdo (prova por contradição): supor P ∧ ¬Q e chegar a uma contradição.
Indução matemática: - Primeiro Princípio: provar P(1) e P(k) → P(k+1); - Segundo Princípio: provar P(r) para 1 ≤ r ≤ k, e então P(k+1).
Provar que o número n é par se e somente se 3n+2 é par. Ida (A→B): n par → 3n+2 par. Volta (B→A): usa contraposição ou prova direta; contrapartes mostram a equivalência entre as duas formas.
Invariante de laço: propriedade que permanece verdadeira em todas as iterações.
Tripla de Hoare: {Q} P {R}, com axioma da atribuição e regras para condicional e laço.
Exemplo: dividir x por y com resto r. A evidência usa a invariante x = q·y + r.
Métodos: - Expandir, supor e verificar (expand-suppose-verify). - Soluções lineares de primeira ordem: S(n) = a S(n-1) + b. - Recorrências lineares de segunda ordem: S(n) = p S(n-1) + q S(n-2). - Dividir para conquistar: S(n) = c S(n/2) + g(n).
T(n) = n T(n-1) com T(1)=1 → T(n) = n!
T(n) = 4 T(n/2) + 3n^2 → aplicação do Teorema Mestre: a=4, b=2, c=2 → Θ(n^2 log n)
Dado S(n) = a S(n/b) + n^c, compare a com b^c: - se a < b^c → Θ(n^c) - se a = b^c → Θ(n^c log n) - se a > b^c → Θ(n^{log_b a})
Matriz de adjacência A para um grafo direcionado com pares p = {(1,2), (2,3), (3,1), (4,3), (4,4)}.
Matriz de acessibilidade R obtida por R = A ∨ A^2 ∨ ... ∨ A^n; para o grafo acima, R = 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 0 1 1 1 1
Resposta correta: A) ¬A ∨ B
Explicação: a implicação A → B é logicamente equivalente a ¬A ∨ B. Sendo assim, essa é a forma correta.
Resposta correta: A) S(n) = 5·3^{n-1} - 1
Explicação: solução típica para S(n) = a S(n-1) + b com S(1)=4 resulta em S(n) = C·3^{n} - 1; usando S(1) = 4 determina C = 5/3, resultando S(n) = (5/3)·3^{n} - 1 = 5·3^{n-1} - 1.
Resposta correta: B) Θ(n^2 log n)
Explicação: para a recorrência S(n) = a S(n/b) + n^c com a = 4, b = 2 e c = 2, temos a = b^c, logo S(n) = Θ(n^c log n) = Θ(n^2 log n).
Resposta correta: B) A contraposição declara que ¬Q → ¬P é logicamente equivalente a P → Q.
Explicação: pela equivalência lógica (P → Q) ≡ (¬Q → ¬P). Utiliza-se para demonstrar propriedades quando é mais fácil trabalhar com a negação da tese.